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Os Custos da Geração Distribuída

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Com o aumento da demanda de consumo dos clientes das usinas geradoras de energia elétrica, dos custos com a produção e da consciência sobre a importância da eficiência energética, a geração distribuída já é encarada como uma alternativa confiável. Por isso, esforços estão sendo feitos para regulamentar esse setor e abrir caminho para o seu progresso.

Mas o que é a geração distribuída? Quais são os gastos com esse tipo de produção? Que regras regem esse setor? Neste artigo, abordaremos esses questionamentos. Avance para os próximos tópicos!

O que é a geração distribuída?

Atualmente, existem dois tipos de geração de energia no Brasil: a centralizada e a distribuída. Enquanto a primeira se refere a produção energética das grandes usinas hidroelétricas e termoelétricas, a segunda significa a geração feita em vários pontos. Por exemplo, nas proximidades ou nas residências de consumidores independentes.

Na prática, a geração distribuída engloba:

  • Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs);
  • Sistema de energia solar (painéis fotovoltaicos);
  • Geradores que utilizam resíduos de combustíveis;
  • Geradores de emergência e operação no horário de ponta;
  • Co-geradores.

 Existem muitas vantagens da geração distribuída. Uma delas é a economia na conta de energia. Visto que, o consumidor não depende das usinas, deixa de pagar as caras bandeiras tarifárias. Outro benefício é a redução das perdas energéticas que ocorrem devido à proximidade da geração e do consumidor final.

Quais são os custos desse tipo de produção energética?

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a geração distribuída geraria uma arrecadação de mais de R$ 25 bilhões aos governos federais, estaduais e municipais até 2035. Além de preservar os recursos hídricos nacionais e evitar a emissão de 75,38 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Já os consumidores economizariam mais de R$ 13,3 bilhões de reais.

Esses números são impressionantes. Mas um estudo chamado “Plano Decenal de Expansão de Energia 2024” realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estimula que em 2024, a matriz energética brasileira atingirá 45% de participação de fontes renováveis. Sendo assim, percebe-se que os consumidores estão migrando para a geração distribuída que tem como base a produção de energia limpa.

Contudo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) propôs uma mudança na Resolução Normativa n0 482/2012 que contem as regras para a geração distribuída. A intenção da ANEEL é reduzir em 60% a economia adquirida pelos consumidores da geração distribuída. Para isso, seria suspensa a isenção do pagamento da tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD) fio B e fio A.

Em termos práticos, o consumidor da geração distribuída não teria mais de volta a totalidade da produção excedente de energia que lançou na rede distribuidora. Em vez disso, o retorno seria de apenas 43%. Segundo a ANEEL, se as mudanças não forem realizadas, o sistema elétrico gastaria mais de R$ 56 bilhões até 2035.

Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia (MME) calcula que esse valor chegaria a R$ 4 bilhões em 2027. Para o setor de geração distribuída, esse seria um “duro golpe” no crescimento da utilização das fontes renováveis no país e apenas garantirá o monopólio das grandes usinas nacionais.

Enfim, esse assunto ainda vai longe, mas uma coisa é certa: o Brasil não voltará atrás no avanço por uma geração de energia mais justa e limpa. Dessa forma, todos serão beneficiados: consumidores, geradores e o meio ambiente.

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