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As Linhas de Financiamento para Energia Solar

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estudo “The Future of Solar Energy” – produzido pela Massachusetts Institute of Technology – apontou a energia solar como uma estratégia para a redução de gastos e a diminuição das alterações climáticas globais. O fato de unir a sustentabilidade com a economia financeira, tem levado muitos empresários a pesquisar sobre as linhas de financiamento de energia solar. E os resultados dessa atitude são sentidos em todas as esferas do negócio.

Mas quais são os principais tipos de crédito disponíveis para os que desejam adotar a energia vinda da luz solar? Neste artigo, abordaremos esse assunto. Acompanhe!

Quais são as principais linhas de financiamento de energia solar?

Qual é a potência da radiação solar? De acordo com o livro “Principles of Solar Engineering”, escrito pelo Doutor Yogi Goswami, apenas uma pequena fração de energia solar é capaz de cuidar das necessidades energéticas de toda a terra.

Se essa grande fonte de energia pode fazer maravilhas a nível global, imagine o que fará em uma amplitude menos complexa, como a da empresa?

Porém, muitos empresários sabem dos benefícios, mas têm dificuldades em reservar recursos para a implantação da energia solar. No entanto, existem linhas de financiamento que facilitam muito essa aquisição. Vejamos algumas delas.

Pronaf

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é um incentivador da geração de renda no campo (cultura do agronegócio). Para ter direito aos benefícios do Pronaf, é preciso ser agricultor ou produtor rural registrado por meio da Declaração de Aptidão (DAP).

Dentro da categoria de produtor rural, os beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), também conseguem vantagens mediante a apresentação do DAP.

Com isso, abre-se a oportunidade de adquirir um financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir em tecnologias que possibilitem práticas renováveis. Como é o caso da produção de energia solar. Essa linha de crédito chama-se Pronaf Eco e permite que o produtor rural instale painéis solares fotovoltaicos e outros equipamentos necessários.

No entanto, para conceder o valor desse tipo crédito para produtores rurais e de outros financiamentos para empresários de vários setores econômicos, o BNDES exige o cumprimento dos seguintes requisitos:

  • não ter pendências fiscais, tributárias e sociais;
  • apresentar cadastro aceitável;
  • demonstrar a capacidade de pagamento da dívida;
  • ter garantias para a cobertura do risco de operação;
  • estar isento do regime de recuperação de crédito;
  • na hipótese de financiamento para a importação de equipamentos e máquinas, é preciso atender a legislação relativa a itens vindos do exterior;
  • cumprir a legislação ambiental.

Há três formas de adquirir um financiamento pelo BNDES. A primeira é feita diretamente, ou seja, solicitada por meio da própria instituição. Já a segunda é indireta, visto utilizar a mediação de bancos credenciados no BNDES. Existe também a opção mista na qual ambas as instituições citadas anteriores dividem o risco pelo crédito.

Quando o interessado opta pelo apoio indireto, é necessário apresentar para o agente financeiro (instituição credenciada pelo BNDES) as seguintes informações:

  • valor do investimento;
  • itens que serão cobertos pelos recursos;
  • finalidade do crédito;
  • localização do interessado.

Após isso, a instituição informará a documentação, fará a análise de crédito, negociará as condições e as garantias. Por outro lado, no caso da escolha do apoio direto, o primeiro passo é preencher os dados solicitados pelo Sistema de Informações para Análise Cadastral e Crédito e enviar a solicitação por meio do Roteiro de pedido de financiamento disponível no portal do BNDES.

Quanto as taxas de juros, a sua composição oscila de acordo com a forma de apoio. Se for a indireta, haverá a incidência:

  • do custo financeiro (TLP, Selic, IPCA etc.);
  • da taxa do BNDES;
  • da taxa do agente financeiro.

Em contrapartida, nas operações indiretas, além do custo financeiro e da taxa do BNDES, inclui-se também a alíquota de risco de crédito. Por meio do Pronaf, o produtor rural consegue financiar 100% da instalação dos equipamentos para a geração de energia solar.

O valor máximo é de R$ 165 mil por ano agrícola com taxa juros chegando a 0,2% ao ano mais o Fator de Ajuste Monetário (FAM) – regulado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Quanto ao prazo para pagamento, o limite é de 10 anos com 5 de carência.

Atualmente, o BNDES permite a contratação de até dois financiamentos consecutivos. Desde que o produtor rural tenha quitado, no mínimo, três prestações do primeiro contrato. Além de possuir um laudo de assistência técnica que apresente a regularidade do empreendimento financiado e a capacidade financeira.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil (BB) é uma instituição financeira credenciada no BNDES. Sendo assim, atua como uma mediadora para aquisição de crédito para a instalação de equipamentos de energia solar. Esse agente financeiro disponibiliza várias linhas de financiamento com diversas condições para o pagamento. Veja algumas delas.

Pessoas jurídicas

Os que possuem uma conta concorrente no Banco do Brasil, obtém benefícios para conseguir capital. Por exemplo, as taxas de juros atingem o patamar de 1,2% ao ano. Já o prazo para o pagamento é de 120 meses com carência de 12 meses.

Negócios agrícolas

Além do já citado Pronaf Eco, o BB disponibiliza outras linhas de financiamento para produtores rurais. Uma delas é o BB Inovagro. O objetivo desse programa é incentivar a incorporação de tecnologias em propriedades rurais para fomentar a gestão, a produtividade e a inclusão de práticas sustentáveis.

Desse modo, o público-alvo são pessoas físicas, jurídicas e cooperativas que atuam no campo. Para eles, o BB cobra uma taxa de juros fixada em 6% ao ano. Quanto ao valor financiado, o BB disponibiliza até R$ 1,3 milhão por ano agrícola para um empreendimento individual. Por outro lado, os negócios coletivos têm uma margem maior: R$ 3,9 milhões. Dependendo do contrato, o prazo para o pagamento do crédito é de 10 anos e a carência é de 3.

Caixa Econômica Federal

Uma das linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) chama-se: Construcard. Esse tipo de crédito permite a compra de materiais para a geração de energias renováveis por meio de um cartão personalizado. Para adquiri-lo, é preciso ser correntista do banco.

Atualmente, a média da taxa de juros oscila entre 1,40% e 1,85% ao mês. A boa notícia é a possibilidade de financiar até 100% do valor e ter a disposição o teto de R$ 180 mil. Com respeito aos prazos, o CEF concede, no máximo, 240 meses, com carência entre 2 a 6 meses.

Santander

O banco Santander também possui financiamentos voltados para a aquisição de equipamentos solares. Esse crédito é oferecido para pessoas físicas, jurídicas e produtores rurais, com juros a partir de 0,99% para parcelamentos que chegam a 36 meses e 1,08% para 48 meses. Caso o interessado adquira uma garantia adicional, é beneficiado com uma taxa de juros de 0,97% e o prazo para pagamento de até 60 meses.

É claro que os requisitos, documentações, taxas cobradas e condições de pagamento variam de acordo com o tipo de contrato, mas a média geral fica em torno dos números citados. Entre os pacotes de financiamentos disponibilizados pelo banco Santander, estão:

  • CDC Sustentável;
  • CDC Socioambiental Solar;
  • CDC Sustentável Solar;
  • CDC Agro Solar;
  • CDC Agro Socioambiental.

Sicoob

O Sicoob se firma como o mais importante sistema financeiro cooperativo do Brasil. Uma vez que, reúne várias empresas de apoio e cooperativas financeiras visando o oferecimento de produtos e serviços bancários. Entre eles, está a linha de crédito para energia fotovoltaica.

Uma das exigências do Sicoob para aprovar o financiamento é que o interessado seja um dos seus associados. Com isso, ele terá benefícios, como:

  • 72 meses para pagar – com carência de 6 meses;
  • garantias de acordo com a análise de risco;
  • taxas de juros pré-fixadas a partir de 1,25% ao mês e pós-fixada em 0,4% ao mês com acréscimo do certificado de depósito interbancário (CDI);
  • recursos liberados diretamente para o fornecedor, nessa ordem: 50% na entrega dos equipamentos, 25% na conclusão da instalação do sistema e 25% no término do processo de ativação.

Banco do Nordeste

Com juros que oscilam de 1,14% ao ano mais o IPCA no teto de 3,27%, o banco do Nordeste concede financiamento para energias renováveis. Como prazo para o pagamento, a instituição determina 8 anos e a carência de 6 meses para a quitação da primeira parcela.

Porém, apenas os estados nordestinos, o Espírito Santo e Minas Gerais, tem acesso a essa linha de crédito proveniente do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Por enquanto, apenas pessoas jurídicas e produtores rurais conseguem esse financiamento. Desse modo, esse público custeia até 70% dos valores com a compra e a instalação dos equipamentos.

Entretanto, os interessados que apresentarem garantias adicionais para a quitação da dívida, podem ter 100% do valor emprestado. Sendo assim, não há motivos para evitar a implantação da energia solar. Mediante uma das linhas de créditos citadas, o empresário reduzirá custos, otimizará processos e entrará para a cultura da sustentabilidade.

O que acha de adquirir a eficiência energética para a sua empresa? Deixe os nossos especialistas ajudarem você: Solicite um orçamento grátis e seja muito bem-vindo ao mundo da sustentabilidade!

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